JB Xavier

Uma viagem ao mundo mágico das artes!  A journey into the magical world of  the arts!

Textos

      1792037.jpg      Estou lendo na mídia as opiniões de nosso mais famoso ator neste momento; Wagner Moura. A fama soltou sua língua, e ao se ver com voz de alcance mundial, resolveu expressar seus pensamentos políticos. De minha parte eu esperava dele comentários sobre a cinematografia brasileira, os progressos que ela tem alcançado, a importância e a atenção que tem sido dispensada a ela. Eu esperava que, sendo parte deste mundo e vivendo no estômago do Sistema, ele ilustrasse para nós, simples mortais, os meandros da Sétima Arte no Brasil, o papel d Lei Rouanet na "arte" brasileira etc.

      Mas não! Ele resolveu falar de política, não da tal lei, uma teta que os artistas -  ele inclusive - adoram mamar. 

      Ele tem 49 anos - nasceu em 1976 - Quando a "ditadura" terminou, ele tinha 9 anos de idade. Graças a isso ele pode ter uma infância tranquila, boas escolas e bons professores, mesmo no ensino gratuito. Não havia facções criminosas e os escândalos eram infinitamente menores tanto em número quanto no volume das fraudes.

Quando ele nasceu eu já tinha 25 anos e já estava casado, construindo meus sonhos com a tranquilidade de viver num país ordeiro, que chegou à época ao 6º lugar das economias mundiais. E foi assim, até o fim da "Ditadura".

Supondo que Wagner começou a interagir com o mundo com 16 anos, então estaremos em 1992. O Brasil era então dirigido pela Esquerda, composta à época pelos anistiados dos militares, que de "tão cruéis", permitiram que todos retornassem de seus exílios, e fossem reintegrados à vida Nacional Brasileira.

      Lembro aqui de uma advertência feita pelo último General da Ditadura, numa entrevista concedida a Alexandre Garcia, onde ele diz "ok! vamos reconhecer esse partido (PT) mas aviso que eles vão roubar até a Casa da Moeda"     

      Se antes de sair falando asneiras sobre situações que não viveu, Wagner se desse ao trabalho de, além dos textos que precisa decorar como ator, lesse também sobre o Regime Militar, que garantiu aos pais dele a tranquilidade de criá-lo dignamente, ele certamente reavaliaria suas falas. Claro, pressupondo que seus pais foram pessoas dignas que não se deixaram seduzir pela estupidez do marxismo.

     Se os militares cometeram um erro, foi permitir o retorno das maçãs podres ao cesto. Esses anistiados retornaram ao Brasil com sangue nos olhos e a faca na boca, em busca de recuperar o tempo perdido. Os retornados pela anistia concedida pelo General Figueiredo especializaram-se em técnicas de tomadas do poder, como as ideias de Antônio Gramsci. Lembro que são esses anistiados que agora negam a anistia às vítimas da maior mentira oficial já construída no Brasil: O 8 de Janeiro

      Wagner Moura afirma que Bolsonaro ecoa a "Ditadura Militar", mas esquece que o progresso obtido pela sociedade brasileira em apenas 4 anos de governo sério, onde TODAS as contas do país estavam no azul e que cessaram completamente os escândalos financeiros. Fora as obras sociais, como distribuição maciça de títulos de propriedade aos de baixa renda, água para o Nordeste, assistência vitalícia para as mães de crianças com microcefalia, aumento recorde para os professores, obras públicas em massa etc etc. 

      Esses anistiados retornados ao país aprenderam lá fora sobre Gramsci, que é possível tomar uma nação sem disparar um único tiro, simplesmente apodrecendo-a de dentro para fora, iniciando por sua parte mais sensível, o Ensino, em todos os seus níveis.

      Para quem deseja conhecer melhor o último Presidente Militar brasileiro, numa entrevista a Alexandre Garcia.
      Leia AQUI, o General Figueiredo "profetizando" sobre o PT. 

      O fato é que a nova estratégia dos anistiados funcionou. O Brasil apodreceu por dentro e sucateou o Ensino. As universidades federais tornaram-se antros de corrupção.  Clique AQUI, role a página até encontrar o ranking mundial do ensino básico. Você verá o Brasil em 65º lugar no item Matemática, 61º lugar no item Ciência e  52º lugar no item leitura. Estamos atrás, mas muito atrás, de países como Sérvia, Brunei e Mongólia.

      Então, nosso mais famoso ator do momento, aos 50 anos, que finalmente conseguiu ter acesso à mídia mundial, esqueceu que os dois últimos sucessos cinematográficos do Brasil em Hollywood foram justamente sobre a "Ditadura" - um cadáver que a esquerda insiste em manter insepulto justamente porque é sua única fonte de inspiração e renda, ainda que somente uma pequenina parte dos que viveram sob o Regime Militar foi afetada por ele. Justamente os desordeiros da época. 

      À falta do que dizer, Wagner poderia pelo menos não ter perdido a oportunidade de ficar calado. Um silêncio é mil vezes melhor do que dizer asneiras. Tivesse ele ficado em silêncio, teria pelo menos nos mantido na ilusão de que havia um cérebro entre suas orelhas. Ao vociferar sua ignorância, tornou explicita a noção de que temos mais um ícone com pés de barro.

      Ele resolveu falar do que menos entende - política, perdendo a oportunidade de cobrar das autoridades de seu país a melhoria da qualidade do ensino dos que chegam à Universidade mal sabendo ler. 

      E assim, ele não disse na entrevista que concedeu nos EUA a um programa de grande repercussão, que Bolsonaro acabou não foi com a cultura, mas com a Lei Rouanet, que incentivava - e voltou a incentivar - o que eles chamam de cultura. O próprio filme O Agente Secreto Teve 7,5 milhões de reais de verba pública.

      Ele deveria ter perguntado ao entrevistador se os Estados Unidos permitem que os prejuízos sofridos por alguns filmes americanos, como Tenet, de Christopher Nolan, por exemplo, que teve 50 milhões de dólares de prejuízo, pode repassar essa perda aos contribuintes.   

      Wagner, em sua ignorância, sequer tem ideia do enorme desserviço que está prestando ao Brasil.      

      Ao seguir a cartilha de Gramsci, criou-se no Brasil uma geração muito diferente da minha e da dos meus pais. Uma geração criada sob uma realidade distorcida, uma geração metida a revoltada, sem nem saber contra o que, mas no fim, é apenas apátrida, sem valores, covarde e cega.

      Uma geração de papagaios, que apenas repete o que ouve, sem nunca ter vivido o que critica, como Wagner Moura.

 


      Sobre o tema leia também este artigo de JB Xavier     

     

JB Xavier
Enviado por JB Xavier em 19/01/2026
Alterado em 20/01/2026


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